17/12/2012 | 11h19m

Operação Tapete Negro

Operação em secretarias de Blumenau cumpre mandados por investigação de crimes contra a administração pública, fraude em licitações e desvio de verbas públicas

Investigação do Ministério Público em secretarias de Blumenau ocorre desde 2006

Operação nas secretarias de Serviços Urbanos e Obras começou na manhã desta segunda-feira

Operação nas secretarias de Serviços Urbanos e Obras começou na manhã desta segunda-feiraGilmar de Souza / Agencia RBS

A operação deflagrada em secretarias municipais, residências e empresas de Blumenau na manhã de segunda-feira é resultado de investigações do Ministério Público de Santa Catarina, ocorridas desde 2006.

A Operação Tapete Negro, como foi denominada, cumpre 37 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina, em diversos órgãos públicos do município, empresas e residências.

O Ministério Público de Santa Catarina divulgou nota na manhã desta segunda-feira sobre a abordagem. As investigações apuram crimes cometidos contra a administração pública, fraudes em licitações, desvio de verbas públicas, formação de quadrilha, dentre outros.

Segundo o Ministério Público, durante todo o procedimento foram investigadas mais de 30 pessoas, dentre funcionários públicos, empresários e empresas prestadoras de serviços de obras e engenharia. 

O trabalho contou com o apoio de integrantes dos Grupos de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e de Investigações Crimimais (Gaeco) de Florianópolis, Joinville, Criciúma, Lages e Chapecó.

A operação foi batizada de Tapete Negro porque um dos principais focos da investigação foi a subcontratação, por parte de empresas vencedoras dos certames licitatórios de outras empresas participantes do esquema, para a execução das obras de pavimentação de vias públicas no município de Blumenau, informa a nota do MPSC.

O responsável pelas investigações é o promotor da 14º Promotoria de Justiça de Blumenau, Gustavo Mereles Ruiz Dias, que atua na Defesa da Moralidade Administrativa. Desde o início deste ano contou com o apoio do Gaeco de Itajaí.

As investigações estão agora sob coordenação da Procuradoria-Geral de Justiça, em razão da participação de pessoa com foro privilegiado por prerrogativa de função.